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PÁSCOA 2023 - cartaz e pensamento

 

quarta-feira, 20 de março de 2019

PAI-NOSSO, A PALAVRA E A ESPERANÇA .... (paróquias em acção)

Nada pára...rostos novos, rostos diferentes (porque crescem..), nada é igual. Na vida, e no caminho da fé - nas nossa comunidades paroquiais - não há 'fac-simile' nem 'copy paste'...tudo avança! Não nos deixemos enredar ou encandear pela 'tentação' do parece tudo sempre a mesma coisa! Não é! (Essa expressão 'banal' só pode revelar inércia ou pouca vontade de interagir e ser parte viva!)
Que o digam todos quantos presenciaram e participaram nas 'festas' da catequese, nestas últimas semanas, em Alvados, em Mira de Aire e em São Bento. Inclusivé o gesto das Cinzas que quisemos assinalar com algumas crianças no 1º sábado da quaresma, em Mira de Aire.  E mais acontecimentos da vida da comunidade e da catequese vêem aí!
É verdade que às vezes não parece, mas a realidade é que se vão realizando uma série de celebrações festivas nas comunidades que passam despercebidas a tanta gente (o que é normal), as quais dão o rosto autêntico à vida de fé que permeia entre nós. 
E há uma boa parte de tantas acções que não se publicita...e também não é necessário...pois a fé acolhe-se, celebra-se e vive-se, na vida de cada dia. 
Eu é que entendo que é bom e belo que, as que consigo e me recordo, podem ser dadas a conhecer a quantos seguem este veículo de comunicação de acontecimentos significativos e significantes!
E, além disto, um grupo de crianças do 3º ano e uma jovem, iniciaram a Quaresma com a 'inscrição do nome' e o gesto do 'sinal da cruz', em Mira de Aire, tornando-se assim autênticos catecúmenos (os que se preparam para o baptismo), os quais irão receber o dom do Baptismo na Vigília Pascal.
E vai daí, eis alguns testemunhos visuais:
PLuis F

EM SÃO BENTO
Celebrou-se a Festa da Palavra (4º ano a 24 de Fevereiro), a Festa do Pai Nosso (1º ano a 10 de Março), o 7º ano participou - e muito bem - no ENDIAD (Encontro diocesano de Adolescentes, em Fátima a 9 de Março)...

























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EM ALVADOS
Celebrou-se a Festa da Palavra com o 4º ano e da Esperança com o 5º ano (a 17 de Março)...















EM MIRA DE AIRE
Os do 6º ano passaram a tarde do dia 23 de Fevereiro em Fátima  (com catequistas, alguns pais e a colaboração das Irmãs Concepcionistas) e aproveitaram lá bem o tempo. Celebrou-se a Festa da Palavra (4º ano a 23 de Fevereiro), a Festa do Pai Nosso (1º ano a 16 de Março), a Inscrição dos Catecúmenos...







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sábado, 16 de março de 2019

II QUARESMA - A Transfiguração


Quem ora transforma-se naquele que contempla
A propósito da ‘Transfiguração’
Jesus toma consigo Pedro, João e Tiago, e sobre com eles a um monte para orar (cf. Lucas 9,28-36). A montanha é terra que se faz vertical, a mais próxima do céu, onde pousam os pés de Deus, diz o profeta Amós. Os montes são dedos apontados para o mistério e a profundidade do cosmo, para o infinito, são a terra que penetra no céu.
Jesus sobe para orar. A oração é precisamente penetrar no coração de luz de Deus. E descobrir que somos todos mendigos de luz. Segundo uma parábola hebraica, Adão, no princípio, estava revestido por uma pele de luz, era o seu confim de céu. Depois, após o pecado, a túnica de luz foi coberta por uma túnica de pele. Quando chegar o Messias, a túnica de luz emergirá de novo, de dentro do homem finalmente nascido, dado à luz.
Enquanto orava, o rosto de Jesus mudou de aspeto. Orar transforma: tornas-te naquele que contemplas, naquele que escutas, naquilo que amas, tornas-te como Aquele a quem oras. Palavra de Salmo: «Olhai para Deus e ficareis radiantes» (34,6).
Olham-no os três discípulos, emocionam-se, estão aturdidos, puderam lançar um olhar para o abismo de Deus. Um Deus a fruir, um Deus a maravilhar, e que em cada filho semeou uma grande beleza. Rabi, que belo estar aqui! Façamos três tendas. Estão debaixo do sol de Deus, e o entusiasmo de Pedro, a sua exclamação siderada – que belo! – fazem-nos compreender que a fé, para ser pão, para ser vigorosa, deve descender de um espanto, de um enamoramento, de um «que belo!» gritado a plenos pulmões.
É belo estar aqui. Aqui estamos em casa, fora daqui estamos sempre fora de lugar; fora daqui não é belo, aqui apareceu a beleza de Deus e a do rosto alto e puro do ser humano. Por isso, «temos de desviar o significado de toda a catequese, de toda a moral, de toda a fé: deixar de dizer que a fé é coisa justa, santa, obrigatória (e mortalmente aborrecida, acrescentam muitos), e começar a dizer uma outra coisa: Deus é belíssimo» (H.U.von Balthasar).
Mas como todas as coisas belas, a visão não foi mais que a flecha de um instante: vem uma nuvem, e da nuvem uma voz. Só por duas vezes o Pai fala no Evangelho: no Batismo e sobre o monte. Para dizer: é o meu Filho, amo-o. Agora acrescenta um mandamento novo: escutai-o.
O Pai toma a palavra, mas para desaparecer por trás da palavra do Filho: escutai-o. A religião judaico-cristã funda-se na escuta, e não na visão. Sobes ao monte para ver o Rosto e és redirecionado para a escuta da Voz. Desces do monte e fica na tua memória o eco da última palavra: escutai-o. O mistério de Deus está agora todo dentro de Jesus, a Voz que se tornou Rosto, o visível falar do Pai; dentro de Jesus: beleza do viver oculto, como uma gota de luz, no coração vivo de todas as coisas. 
Ermes Ronchi