DESTAQUE

INFORMAÇÕES PAROQUIAIS - Retoma de celebrações e acções suspensas

RETOMAMOS O NOSSO CAMINHO COM A NORMALIDADE POSSÍVEL «Nesta hora de ação de graças a Deus, queremos também exprimir o nosso reconhecimento a...

quarta-feira, 1 de março de 2017

(o saber não ocupa espaço) CINZAS DE QUARESMA


É BOM CONHECER!


Onze coisas que todo católico deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas


 10, recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1.- O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a converter-se e a preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinza é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoam e impõem as cinzas obtidas da queima dos ramos usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

2.- Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos quase 400 anos d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma impõe as cinzas no início deste tempo.

3.- Por que impõem as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Devem ajudar aos fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?

A palavra cinza, que provém do latim "cinis", representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5.- Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso. 

6.- Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “és pó e em pó te tornarás” ou “convertam-se e cream no Evangelho”.

7.- O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8.- Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive as não católicas. Como explica o Catecismo (1670 ss.) “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9.- A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10.- Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11.- O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

DISSERTAÇÕES, COM POUCO INTERESSE?

DISSERTAÇÕES:COM POUCO INTERESSE?
ACABOU-SE O CARNAVAL…E AGORA?
Terminaram, pelo menos para alguns, as ‘folias’ e ‘tropelias’ do Carnaval. Há quem ingenuamente desejasse um Carnaval continuado, mas também há quem não ache piada nenhuma a este ‘desmascaramento’ que são ‘as máscaras’! Houve um pouco de tudo, com muitas pitadas de alegria e riso, de arte, de alguns exageros – a meu ver - (nos gastos e nas ‘fantasias’). Eu estou aqui um pouco pelo meio, não me importo e, embora não seja um fã de primeira água, apreciei a muita criatividade. Talvez não pareça, mas passei uns dias e umas noites em cheio: uma noite muito ‘rica’ de BP (não é a gasolina, é Baden Powell, o fundador dos Escuteiros) com os Escuteiros em Alvados, trajados com algum rigor carnavalesco; num dos dias até fui ver e apreciar o ‘famoso’ Corso em Mira de Aire – foram todos muito divertidos, mas (talvez por um dos meus lados mais sentimentais e apreciadores da natureza) deixem-me favorecer um pouquinho a arte tão singela e tão bonita da APAEMAA (acho que é assim que se diz); também me fartei de rir com os meus amigos Cercalenses onde também houve arte qb e muita alegria – à volta daquele chouricinho assado à maneira… Isto foi o meu ‘cheirinho’ de Carnaval, mas sei que houve muito mais, entre engenhocas, ‘geringonças’ e pura arte, noitadas e muitas ‘minis’ (até esgotar). Eu também alinhei – nas minis - um bocadinho, no Cercal… só um bocadinho!
Mas…e agora? Seremos capazes de repor serenidade e normalidade? Há quem diga que ‘a vida são dois dias e o Carnaval três’, mas isso é mentira (é como aquelas notícias falsas que agora proliferam por aí no facebook…).
Agora é tempo de alguns ‘alertas’, de estar atentos, de valorizar outras dimensões da vida, de – em certo modo – tirar a máscara. E para isso é necessária mais a ousadia, a coragem, a têmpera! Afugentar a preguiça, deixar de lado a indiferença, ver bem fundo as próprias ‘fragilidades’ e incongruências… e depois arribar! Nós chamamos a isto conversão, mudar o que está mal, não ser como a avestruz que mete a cabeça debaixo da areia para tentar iludir a realidade! Tudo isto em função da alegria mais plena, duma Páscoa que também nos deveria juntar a todos na grande festa da VIDA RESSURGIDA.
De vez em quando penso (sim, porque de vez em quando também penso!) : como é fácil (pelo menos parece) unir-se para brincar, no sentido de favorecer a amizade (e às vezes alguma vaidade) e valorizar esta dimensão –a alegria e a amizade - tão importantes da vida. Isso, segundo o meu parecer, é muito bom.
Mas e depois? Não se é tremendamente individualistas quando se trata de ‘dar mão àquele que precisa’, de ‘dar o braço a torcer’, de ‘olhar mais longe e ver Alguém que – como uma boa mãe e um bom pai – nos alerta e chama a atenção?
Eis a Quaresma cristã. Quem quiser poder fazer deste tempo uma graça, um tempo de reencontrar e acertar eventuais caminhos perdidos, acertar a bússola para não estragar ‘toda’ a vida!
Acabou-se o Carnaval e agora? Ainda há algum tempo disponível ou gastei tudo (até todo o tempo)?
Isto tudo só para dizer que amanhã é quarta-feira de cinzas. Cinzas, sinal frágil, que (para além de servir para coar e dar cor aos tremoços), é um sinal de humilde confiança n’Aquele que pode fazer por mim, por ti, por nós…muito mais do que se imagina! A criatividade de Deus supera em muito a nossa!
Padre Luis