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sábado, 2 de novembro de 2019

XXXI COMUM C- Uma reflexão a partir da Palavra


XXXI TC: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador!» - Ano C
Digno… Ser Digno de algo ou da atenção de Alguém!
Dignidade… Ter a Dignidade de que somos capazes de fazer algo bom!
Dignificar…Dignificar quem se é ou o que representamos!
A cada momento, se a nossa mente se alimentasse de dignidade e procurasse ser digna do Amor,
viver seria um constante dignificar o estado de Filhos do Senhor!
Só que a tentação de criticar os outros, de depreender que o melhor acontece àqueles que não merecem tanto,
engole a nossa dignidade, e não somos capazes de acolher dignamente o projeto que o Pai tem para cada um de nós.
A verdade é que somos Filhos de Deus! Somos Suas criaturas…
Então… Oh! Senhor… Como podemos não gostar de alguém, ou avaliar algo como mau, quando:
«Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes;
porque, se odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado.»
Oh! Senhor… Como é que o nosso coração se enche de raiva e rancor, quando:
«O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.»
Oh! Senhor… Como é que perdemos a Fé e fechamos os ouvidos à Tua voz, quando:
«Oramos continuamente por vós, para que Deus vos considere dignos do seu chamamento e, pelo seu poder,
se realizem todos os vossos bons propósitos e se confirme o trabalho da vossa fé.»
Oh! Senhor… Como é que ainda não aceitamos que nos amas tanto (a todos sem acepção),
ao ponto de ofereceres o Teu Filho Unigénito àqueles que acreditam em TI, para que tenham a vida eterna?
Hoje, a Liturgia do 31º domingo do Tempo Comum, do Ano C, vem hospedar-se no nosso coração,
contra tudo o que pensamos e em defesa de tudo o que sentimos e nos faz ser felizes:
«…o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».
Eis a Boa Nova que devemos evangelizar!!! Sem receio nem desespero… Com dignidade e AMOR!
Façamos uma análise interior e pessoal:
Quantas vezes, sou Zaqueu, aquele que estava perdido?
(Que eu saiba ser pequenino em orgulho e curioso para ambicionar ver Jesus naqueles que mais sofrem!)
Quantas vezes, sou mais um que, do meio da multidão, critico a atitude do meu irmão?
(Que eu saiba ir ao encontro de todos, especialmente dos que gosto menos, para levar a Esperança e o Perdão!)
Amigo e irmão meu,
a nossa Missão é Ser Esperança, e construir um mundo capaz de fazer os nossos filhos sorrirem.
Lembra-te sempre do ditado velhinho e sábio: “Quem meus filhos beija, minha boca adoça!”
Se todos somos dignos Filhos do Senhor da Vida, do nosso Pai, do Deus criador dos Céus e da Terra,
não devemos amar-nos mais e mais? Não estaríamos, assim, a “adoçar” a boca do Senhor?
e… quando não fores capaz de ver Jesus em cada Ser Humano…sobe a um sicómoro, e por certo escutarás:
«…desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa».
Não percas a oportunidade de amar, de fazer alguém sorrir, HOJE!
Abre as portas do teu coração de par em par para todos os que são de Deus.
Sabes… esta atitude, faz com que nunca mais feches o peito e…
poderás sentir dor, sentir angústia e até morrer por dentro com alguma desilusão…
Mas, a esperança irá sempre ao teu encontro…
Se acreditares com todas as tuas forças que o Teu irmão é Filho de Deus, então juntos… seremos sempre mais fortes!
Agora, VAI… desce rapidamente!!!
És o Digno filho do Pai, és o Baptizado por excelência e a cruz que aceitas como Missão,
escolhe-te como albergue, porque o Senhor Jesus, quer ser acolhido por TI, para te dignificar como Sua criatura.
Vai e anuncia que o Perdão de Deus e que a sua Salvação é para todos os que andam perdidos!
Vai e Evangeliza que a alegria do encontro com Jesus não tem início nem fim.
Esta é a maior dignidade que recebemos de Deus, Nosso Pai, que ama cada um dos Seus Filhos!

XXXI DOMINGO COMUM C


NO DIA DE RECORDAR OS QUE NUNCA SE ESQUECEM! 2 de Novembro

Transcrevo um texto, que proponho para este dia de memória, de saudade, de não esquecimento, de 'presença diferente', de abertura ao 'novo'... do P: João Aguiar de Campos. Parece-me bem a propósito, pois é fruto da sua própria experiência:
Se me chamares, irei
com a alegria de um pardal
a voar sobre espigueiros;
ou a curiosidade de um escalo
a visitar as esquinas do rio.
Se me chamares,
irei banhar-me na ternura
do Teu amor gratuito.
Irei de olhos abertos,
na ânsia de, desembaciados, verem os Teus.
Não Te imagino, mas sei
que me libertarás dos erros
e da ignorância,
perdoando escolhas
de malhas fugidas
na feira cigana
dos meus dias.
Não mereço a Tua voz
nem o Teu colo,
oh Deus do meu espanto,
das minhas gargalhadas
e das minhas lágrimas.
Inseguro de mim.
Seguro de ti.
Se me chamares, irei!...