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INFORMAÇÕES PAROQUIAIS - Retoma de celebrações e acções suspensas

RETOMAMOS O NOSSO CAMINHO COM A NORMALIDADE POSSÍVEL «Nesta hora de ação de graças a Deus, queremos também exprimir o nosso reconhecimento a...

sábado, 14 de novembro de 2020

XXXIII DOMINGO COMUM A- A partir da Palavra

 

«chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens.» 

Confiança! Disponibilidade!
Se nos confiam algo, esperam a nossa disponibilidade.
Estas duas atitudes estão interligadas. Unem duas pessoas!
São os pontos de um contrato onde há uma troca direta: “Eu confio em ti e tu disponibilizas a tua vida.”
A falta de confiança gera a amargura. E… a falta de disponibilidade carrega consigo a desconfiança. 
O nosso relacionamento com Deus é o contrato perfeito.
O Pai não quer que O temamos, nem que sintamos que somos obrigados a servi-Lo.
Confia-nos inteiramente o mundo que criou para nós. Apenas quer o nosso Amor.
Somos abençoados! Somos a Sua Igreja, a mulher virtuosa que mostra uma disponibilidade infinita.
A prosperidade de quem Serve o Bom Senhor da Vida é eterna.
Ser Filho do Deus vivo é caminhar na Luz.
É estar preparado para superar qualquer adversidade.
E… Disponibilizar os dons que carregamos no peito, desde o seio materno, é ser para todo o sempre dia claro.
Hoje, no 33º domingo do Tempo Comum, do Ano A, O Bom Deus chama cada um de nós
para nos confiar «conforme a capacidade de cada qual» talentos.
Para a nossa felicidade é urgente coloca-los a render.
Nos tempos obscuros que vivemos, não podemos temer.
Precisamos escutar: «Muito bem, servo bom e fiel.
Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor.»
Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor.»
MAS, é a nossa coragem, a nossa vontade própria em ser luz, que nos faz merecer tal elogio.
Ó fruto abundante que permanece na Igreja do Cristo,
oferece-te! Dá-te hoje, mais do que ontem e sempre.
Não escondas na terra fria e escura nem um só dom que Deus te confiou. Usa-o! Arrisca!
Ergue os olhos ao Céu e entoa cantos de alegria. A tua voz é uma chama que acende a Fé.
Abre os ouvidos ao silêncio e escreve o que o teu coração escuta. Há palavras que despertam a Esperança.
Respira intensamente o orvalho do campo e deixa-te guiar por caminhos incertos.
Levarás Deus contigo e cada gesto teu é sinal de que o Senhor está próximo.
Somos Dom de Deus.
Em cada um de nós o Pai confia um pedacinho Seu.
O melhor que temos é para ser partilhado e admirado por todos.
Hoje, é o tempo certo para arrancarmos a maldade e a preguiça da nossa vida.
Vamos ser Servos bons e fiéis. Vamos honrar o compromisso da nossa filiação Divina.
O Pai confia em ti e em mim para colocarmos a render o menor dos talentos humanos.
Disponibiliza-te!

Liliana  Dinis

XXXIII COMUM A - Dia mundial dos pobres

 


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

CELEBRAR E VIVER A FÉ EM TEMPO DE PANDEMIA - Nota dos Bispos de Portugal

 Os bispos portugueses acabam de emitir uma pequena nota pastoral sobre a celebração e vivência da fé em tempos de pandemia. É bom ler e meditar. É breve. Recordam como viver um domingo neste tempo, como manter viva a catequese....



CELEBRAR E VIVER A FÉ EM TEMPO DE PANDEMIA
 

    Nota da Conferência Episcopal Portuguesa


    CELEBRAR E VIVER A FÉ EM TEMPO DE PANDEMIA

    1. Os Bispos de Portugal vivem na fé e na confiança a presente situação de pandemia, fazendo suas as dificuldades e sofrimentos dos concidadãos. Em particular, veem preocupados o alastrar da Covid-19, com riscos agravados para a vida e saúde de tantos irmãos e irmãs. Dada a gravidade da situação, apelamos a todos para que adotem comportamentos responsáveis nos mais diversos setores da sua vida e atividade e respeitem as determinações das autoridades constituídas, com o objetivo de travar e controlar a vaga de contágios. Em particular, este comportamento responsável deve ser vivido após as celebrações litúrgicas mais festivas (Batizados, Comunhões, Crismas e Casamentos), evitando sempre as concentrações fora das igrejas e nas próprias casas.

    2. Recordamos que, segundo a lei litúrgica, a celebração do Domingo começa com as primeiras vésperas. A lei canónica alargou o tempo útil para a participação na Missa de preceito para a tarde precedente. Trata-se de uma lei geral da Igreja que só pode ser alterada pela Sé Apostólica. A impossibilidade de cumprir o preceito dominical não dispensa ninguém – nem mesmo quem não pode ou não deve sair de casa por motivos alheios à sua vontade – de cumprir o mandamento divino de santificar o dia do Senhor. Isso pode fazer-se de múltiplas formas, vivendo na alegria espiritual o dia da ressurreição do Senhor Jesus: participar na Eucaristia no sábado ou noutro dia da semana; realizar com amor os serviços da convivência familiar, sem descurar o conveniente repouso do corpo e do espírito; dedicar um tempo razoável à oração pessoal e, se possível, em família, com a leitura da Sagrada Escritura e outros exercícios de piedade; unir-se espiritualmente, se possível, a alguma celebração eucarística transmitida pela rádio, televisão ou internet; estabelecer contacto, pelos meios disponíveis, com familiares, amigos e conhecidos, privilegiando os que mais sofrem a doença ou a solidão; estar solidariamente atentos às necessidades e alegrias dos vizinhos.

    3. Caso não seja possível a realização da catequese presencial, pedimos aos catequistas para se manterem em contacto com os catequizandos e suas famílias e que, grupo por grupo, vão avaliando as possibilidades de lhes proporcionarem este serviço: por meios digitais e outros, direcionados preferentemente aos pais, no caso da catequese da infância, para que sejam estes, como primeiros catequistas, a transmitirem aos seus filhos a mensagem cristã. Em todo o caso, responsabilizem-se os pais pelo acompanhamento dos filhos durante eventuais sessões de catequese à distância para os ajudarem a concentrar-se nas mesmas e para esclarecer as incompreensões e dúvidas que os filhos possam ter; sem este envolvimento da família, a catequese por meios digitais será uma ilusão.

    4. Damos graças a Deus pelo trabalho dedicado e criativo dos sacerdotes, diáconos e agentes pastorais, ao serviço das comunidades, Instituições Particulares de Solidariedade Social e capelanias, para viver, partilhar e encorajar a fé que produz esperança e confiança na presença de Deus que nos ajuda a superar as dificuldades presentes e a ir ao encontro de quem mais precisa.

    5. Confiamos todos vós, as vossas famílias e as vossas comunidades ao amparo de Santa Maria, Senhora do Rosário de Fátima e Mãe da Igreja, pedindo, por sua intercessão, que o Senhor nos confirme na fé e na caridade, nos ajude a superar esta crise e a colaborar na construção de um mundo mais solidário e fraterno.

    Fátima, 13 de novembro de 2020

    M.I.A.T SOLIDÁRIO